terça-feira, 24 de setembro de 2013

"O QUE FALTA E NOS FAZ FALTA EM CARRAZEDA DE ANSIÃES?

Penso ser fundamental perguntar para aprender e saber. Por isso, não posso deixar de começar por fazer duas perguntas que se me impõem e aguardam resposta.
Como marcar a diferença, no tentar ver objectivamente o que falta e o que, subjectivamente, apreendemos que nos faz falta, na nossa terra?
É preciso inquirir, aprender e saber ouvir todos, ...sem qualquer excepção.
Que fazer, para além da “ambição”, “progresso e solidariedade” da crise que mina soberania nacional e qualidade mínima de vida?
Palavras e promessas repetidas, como todos sabem, leva-as o vento que passa… Sou partidária das acções que afinal de contas nos definem, e pouco crente em discursos, panfletos e comícios, embora reconheça a verdade do povo, de que “é a falar que a gente se entende”.
Em Carrazeda de Ansiães, somos actualmente poucos, cada vez menos, (7246 eleitores e 14 freguesias) tendência que podemos e temos de ousar inverter, porque embora poucos, somos resistentes e temos do nosso lado, algumas e não pequenas vantagens.
Precisamos de saber revivificar e rentabilizar uma longa tradição de forte identidade fronteiriça, um rico património local a preservar, a história longa de um dos mais antigos concelhos de Portugal, sempre afirmada em defesa da sua independência, recursos naturais na região do Tua e Douro – paisagem cultural e património mundial, reconhecidos - , trabalho e inteligência humana, localização estratégica afirmada nas regiões entre Trás-os-Montes e Alto Douro, vocação e capacidade para fazer as mudanças necessárias para que valha a pena visitar, trabalhar e viver em Carrazeda.
Como diz o meu neto mais velho, criança citadina de 7 anos, “Carrazeda é uma cidade pequena mas muito interessante” ; o mesmo que, com apenas 3 anos já observava “que esquisito, vó, uma estrada no meio dos montes que vai dar ao céu?!...”
Também eu quando criança, nas noites soalheiras de verão, aprendia com o meu pai, ferreiro e tocador de violino, a encontrar no firmamento “o sete estrelo”, notando que aqui o céu está mais pertinho das nossas cabeças, espanto que guardo como desafio a inquirir-me constantemente.
Continuo apologista da nossa velhinha e sábia lição de que “o trabalho do menino é pouco mas quem o desperdiça é louco”
Foi neste espírito de consonância, orgulho e admiração pela minha terra e seus obreiros exemplares, sempre presentes, que, nas últimas eleições autárquicas de Carrazeda de Ansiães (2009-2013), enquanto candidata independente na lista do PS, fui eleita como deputada à Assembleia Municipal – importante órgão deliberativo de soberania autárquica, a que cumpre dar voz activa e interveniente, face aos problemas e anseios das populações do concelho, “controlando” em seu nome e fiel representação, os actos do poder executivo camarário.
Procurei aí cumprir com isenção e intervenção activa o mandato que me foi confiado pelo voto dos munícipes meus conterrâneos a quem, penhoradamente, agradeço a confiança, o muito que pude aprender sobre a vida, problemas e meios do concelho e o que também me foi possível fazer, sobretudo pelo magistério de influência crítica e interventiva de que nunca me demiti.
Em idêntica posição me encontro nestas eleições autárquicas para os próximos anos 2013-2017, em que as mulheres representam ainda apenas 27,7% do total de eleitos no poder autárquico nacional, mas agora, penso, já mais experiente, melhor conhecedora das virtualidades e constrangimentos do concelho, suas freguesias e populações naturais e/ou residentes e mais determinada ainda a encontrar e fazer valer as melhores soluções para os mesmos.
Assim quero partilhar aqui convosco, duas ideias força, simples, mas que como todas as coisas simples, podem ter o poder de influir e frutificar.
A primeira é o desejo que manifesto, simbolicamente falando, de um
1. Casamento feliz entre as duas metades do concelho: a “ribeira” e a “frieira”.
Para unir de facto, em harmonia e mais-valia recíproca, as duas metades da nossa identidade de fronteira: a “ribeira”, por um lado, nas margens dos rios que nos circundam onde se localiza parte substancial das nossas energias - barragens e quintas de Vinho do Porto, tratado e comercializado há séculos por ingleses, escoceses e outros estrangeiros, que queremos como autênticos aliados e, por outro lado, a “frieira” que marca o planalto que também nos define e centraliza a rede de bens públicos e serviços,
é preciso aprendermos quanto antes a prática constante do “Pensar globalmente, agir localmente”.
Esta é uma frase já bem conhecida que marcou a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento realizada no Brasil (Rio-92, com a presença de muitos países do mundo, um dos mais importantes instrumentos que serve de modelo para se tentar compatibilizar o desenvolvimento económico com a justiça social e a preservação ambiental. Esse documento contém consensos e propostas para que os países tomem medidas para garantir a conservação e o uso dos recursos naturais através de actividades de forma sustentável, em relação aos padrões de produção e de consumo e para uma melhor qualidade de vida para as atuais e futuras gerações.
Servimo-nos aqui dessa frase porque define bem o caminho da desejada internacionalização das nossas terras, já individualmente aberto pelos nossos emigrantes de ontem e de hoje. Essa abertura ao mundo, a partir do local que em certo sentido, já o contém em muitos aspectos, continua a faltar e faz-nos falta. É uma espécie de guia de planeamento e acção concertada na diferença, que trata de transformações culturais e de valores, identifica problemas, propõe soluções, faz estimativa de custos de investimento para conseguirmos a mudança efectiva e profunda rumo ao nosso desenvolvimento integrado e participado por todos.
2. A segunda ideia chave do meu pensamento é a de afirmar as vozes que por uma ou outra razão se encontram mais silenciadas, como a das mulheres, para referir apenas um dos exemplos mais falados, embora, contraditoriamente, silenciados
Precisamos de ter a “ambição” do “progresso e solidariedade”, mas também e antes de mais, a humildade democrática de reconhecer quem somos, os lugares que ocupamos e onde estamos com suas exigências e obrigações, para poder cumprir o nosso papel de cidadãos activos com os deveres e direitos que a cada um de nós cabe.
E como mulher que sou, revejo retrospectivamente o desempenho da administração local autárquica, pós 25 de Abril de 1974, em Carrazeda de Ansiães.
Muito caminho se fez, muito continuou esquecido e soterrado “nas brumas da memória” que é preciso resgatar para ser feito, mas muito mais há ainda por fazer, encruzilhadas em que estamos, espero e desejo que prontos e decididos a contribuir para fazer
acontecer as mudanças que foram sendo sempre, neste já longo percurso, adiadas, desbravando novos e múltiplos caminhos e luzes bruxuleando ao fundo dos túneis.
A participação feminina ocupava há bem poucos anos atrás, menos de 10%, (24905 mulheres em 276.068 homens e mulheres) nos últimos 23 anos (de 1982 a 2005), num total de 308 municípios e 4261 freguesias, universo hoje grandemente reduzido pela reforma administrativa centralmente ditada e imposta que extinguiu, arbitrariamente, centenas de freguesias, “praga nacional” que atacou também o nosso concelho, como outrora a filoxera, moléstia das videiras que viria mais tarde a ser factor de expansão vitivinícola, no Douro Superior.
Incluo-me, conscientemente e com orgulho, nessa pequeníssima fatia, por direito próprio e luta independente continuada, há mais de 40 anos da minha trajectória política.
Por educação e formação, que devo sobretudo a meus pais, carrazedenses empreendedores, justos e solidários que souberam sempre e nos ensinaram a fazer jus á memoria e trabalho de seus, nossos antepassados, ponho como sempre, os meus deveres cívicos à frente dos meus direitos por que não deixo também de pugnar, com lucidez, pertinácia, elegância e respeito pelos demais.
Simplesmente, nunca me demito, nem demitirei, das minhas responsabilidades públicas, tento sempre ser exemplo, substituindo as palavras por actos, penso e observo, criticamente, mais do que critico ou falo, e sobretudo exijo de mim como espero de todos outros."

Por Otília Lage, candidata da lista à AM do PS

sábado, 21 de setembro de 2013

Apoios...


"Não somos Alternativa, Mas Somos a Solução,
Apoiamos o PS com Toda a Convicção"

Sou contra o Racismo Saloio ...

Sou contra o Racismo Saloio Regional na era da Globalização.

A baixeza continuou esta noite no Amedo. O candidato à AM do PSD, numa tirada de racismo saloio até duvidou da minha terra natal. Olhe Sr. Dr. veterinário municipal, nasci em Zedes, com muita honra e prazer, fui de pequenino com os meus pais para Angola, e ainda bem que fomos, retornamos à pátria, como tantos que há pelo Concelho, e voltei para Zedes para não morrer na guerra.
Quanto ao meu desempenho na Assembleia Municipal foi a oportuna e necessária e pode ser testemunhada pelos outros colegas e, para dizer bacoradas e auto elogios mais vale estar calado do que cair na asneira fácil como por vezes caiu, mas pode continuar a gastar o seu latim baixo, mal-educado, nos comícios que isso não me afeta e faz ricochete contra si. Já agora, eleve o seu nível de ataque arruaceiro.
Até sempre.
É que quem não se sente não é filho de boa gente, e eu sou felizmente, agora o senhor que não conheço de lado nenhum já não sei, e a sua dor é andar a mexer na porcaria e já ter começado a cheirar mal porque os ouvintes já estão a ficar farto,  e a pena é que ainda ninguém lhe disse que em vez de andar a tentar denegrir-me já que não tem nenhum argumento para me atacar, seria melhor apresentar propostas para quando for presidente da assembleia de que forma vai fiscalizar o executivo e vai contribuir para que haja melhor educação na sua estratégia. Afinal tanta raiva porquê contra mim? Não tenha medo que eu defenderei todos os postos de trabalho a não ser que o Passos me obrigue a fazer o contrário mas tudo farei para defender o lugar de todos, até o seu sr. veterinário municipal. E por aqui me fico. Um abraço cordial. E já agora boas jantaradas mas cuidado com as congestões.

 PS. E dou por encerrado este assunto.
de Dr. João Sampaio - In: facebook

Programa Eleitoral do PSD de 2009...


Qual é a diferença atual?
A propósito do Programa Eleitoral do PSD / 2009.
"Já concluí a leitura e apontamentos do programa de 2009 (PSD). Tirei as minhas ilações e comparações e falo então dele. Ontem estivemos no Tua e mesmo tendo ido mais cedo não consegui encontrar o Posto de Turismo e a prometida requalificação da "... zona Ribeirinha de Foz-Tua está um espectáculo! Ando a tentar encontrar fotos de Foz-Tua de há 20 anos para comparar... Passei por Ribalonga para ver o Centro Interpretativo do Ciclo do Vinho e talvez porque a noite já tinha caído não o encontrei (talvêz porque está mal sinalizado), pelo que terei que lá voltar... Cada vez que tento saber com que vilas de França e Espanha a nossa vila está geminada não encontro... a culpa será dos espanhois e dos franceses que ainda não construíram uma vila parecida com a nossa... nalguns aspectos vai ser muito difícil !! "Aproveitar as potencialidades turísticas do Douro P. Mundial realizando eventos..." Talvez tivessem oferecido canas de pesca mas aqui confesso que não ouvi nada! Porventura andei distraído... não posso estar a par de tudo como compreendem... "Criar Casa da Juventude onde funcionará Centro de Convívio de informática e apoio ao estudo..." A Casa ou é virtual ou então caiu... "Criar um Centro de Formação e Convívio Sénior" (cito). Preciso das coordenadas (GPS)... "Dinamizar a intervenção dos jovens ... promovendo o debate de propostas apresentadas pela Câmara Municipal (cito). ?????? Onde aconteceu? Quando????? Com quem? Estaria eu de férias nessa altura?? Acho que não porque eu não tiro férias! A pag. 9 - " Apoiar a organização e promoção de eventos desportivos de prestigio e de indiscutível interesse a nível local, regional e nacional ..." (cito). Neste aspecto (local) vem-me à memória as corridas em carrinhos de rolamentos em Amêdo, Parambos, Tralhariz, mas aqui acho? que foi com o meu apoio e de todos aqueles que ajudaram juntos com as associações e pessoas locais. Talvez e no contexto nacional lembro-me dos aviões e helis que ano após ano nos vêm ajudar a apagar os incêndios e que sempre juntam muita gente para os ver ... talvez porque "Dinamizar o gabinete técnico florestal" (cito - pag. 11) não chegou, ou, as plantas de apoio aos agricultores "... na aquisição de plantas autóctones, para reflorestação florestal" (cito) ainda não chegaram! Uma coisa que me chamou à atenção foi na pag. 13, "Criar o museu da telha em Luzelos" (cito). Deve estar feito à escala 1:20 !!!!!!! Isto são apenas alguns exemplos para este texto de conversa no face. Mas vejamos: As ideias "escritas" são boas e eram desejáveis. O problema é que não encontro uma CONCRETIZADA. A pergunta é simples: Para que se anda a enganar as pessoas? Meus caros: No meio de tudo isto há uma questão que é fundamental em qualquer sociedade. Não espezinhar, não atropelar nem por de lado com se fossem seres inferiores ou defeituosos aqueles que defendem as suas ideias que no fundo são comum a todos para o bem do nosso concelho. Dizia-me ontem um transeunte. "Você é bom rapaz, acredito em si e até acho que v. até eram capazes de fazer alguma coisa de bom pela nossa terra mas... é do PS! Descobri então que ser do PS é defeito! Mas como sempre ouvi dizer que NÃO HÁ pessoas perfeitas eu vou continuar a defender as minhas ideias no Partido Socialista.
Abraço."
Texto de Victor Carlos - in: Facebook

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Candidatos do PS

Candidatura à União de Freguesias de Belver e Mogo de Malta para as Autárquicas de 2013.

Cabeça de Lista: Carlos Manuel Fernandes

Candidatos do PS

Candidatura à Assembleia de Freguesia de Seixo de Ansiães para as Autárquicas de 2013.

Cabeça de Lista . TIAGO PINTO